Vínculos Amorosos
- Vera Purcina
- 15 de dez. de 2023
- 2 min de leitura

De acordo com Aristóteles, o ser humano é um ser social. As pessoas têm necessidade de conviver umas com as outras para conversarem, rirem, aprenderem, se desenvolverem nos aspectos bio psico e socialmente.
Também psicólogos importantes ressaltam a importância das relações intra e interpessoais na constituição da pessoa, ou seja, a capacidade de se estar conectado consigo mesmo, com o ambiente entorno e com as experiências culturais.
Esta condição humana é o que forma seu pensamento, seu sentir e agir.
No dia a dia, através de um olhar atento aos próprios sentimentos, cada um pode experimentar o prazer de oferecer e receber cuidados genuínos ao outro. Porém esta capacidade é obtida através de todo um "treinamento pessoal", ato volitivo e investimento emocional decorrente da maturidade e experiências pessoais de vida. É o querer sair de si, do "eu sou" , para se adentrar ao universo alheio do outro, tomar consciência da existência do outro, das suas necessidades e potenciais.
Atualmente, vivendo em um momento com tantas transformações sociais, grande diversidade de pensamentos e comportamentos, mudanças de antigos paradigmas, interações remotas através da tecnologia, é importante valorizar o afeto nas relações. Pois é muito bom constatar a atenção, os cuidados, o carinho, a dedicação entre pessoas que se amam. E, sem sombra de dúvidas, esta é a maior e melhor qualidade da vida. Todos os aspectos materiais acabam um dia. O afeto é o fenômeno invisível que perpetua.
Hoje, agradeço especialmente a presença constante dos meus filhos na minha vida. Eles são os primeiros a saberem de mim, dos detalhes do dia a dia, das implicações pessoais, profissionais e acadêmicas, inclusive meus maiores críticos dos textos que escrevo. Aqui, neste aspecto, um destaque ao Daniel, parceiro comprometido e atuante dos últimos 4 anos. Então, faço questão de pontuar, principalmente para eles, que o nosso vínculo afetivo é o meu motor e objetivo maior.
Muito obrigada!
Se necessário, faça psicoterapia.
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